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Game Of Thrones | Daenerys “dodói”, banho de sangue e fãs raivosos

Game Of Thrones | Daenerys “dodói”, banho de sangue e fãs raivosos

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Game Of Thrones está em sua reta final e vem deixando diversos fãs “indignados” com a decisão dos criadores em relação a mãe dos dragões. Especialmente após o penúltimo episódio, apresentado domingo, onde Daenerys (Emilia Clarke), mesmo após a rendição de Porto Real decide destruir a cidade, matando toda vida inocente por ali.

Com essa transformação de uma das protagonistas, muitos fãs resolveram criticar os criadores da série. Apontando inclusive que a decisão tomada pelos roteiristas é uma escolha machista para o desfecho de uma personagem que se mostrou ao longo da série empoderada. Pois bem, sem querer julgar a importância da personagem para qualquer movimento, até porque na minha condição de gênero não estaria “habilitado” para tal, precisamos apenas relembrar alguns fatos que mostrarão que a mãe dos dragões teve diversas oportunidades de aprender e construir uma rainha digna do trono de ferro.

 

Louca não. Bipolar!

Tirando os acontecimentos do último episódio exibido, Daenerys Targaryen (e sua extensa apresentação que não vamos repetir aqui) passou de tirana a “humildona” tantas vezes quanto a série chacinou personagens importantes. A verdade é que a personagem começa como provável vítima do irmão, depois vítima a esposa amada de Khal Drogo, a escolhida pelo destino, vira mãe dos dragões, rainha, queima uma galera, perde os dragões, cai como escrava quando se erguia como quebradora de correntes, ganha os dragões de volta, reconquista os Dothraki queimando uma galera e mesmo que eu tenha esquecido ou invertido alguma ordem dos acontecimentos, uma verdade precisa ser dita: Dany parece não aprender com os seus altos e baixos e persiste na soberba.

Contudo, porque relembro isso? Para que entendam que talvez essa transformação da personagem já vinha sendo construída desde sempre. Afinal a série acabando ou não com uma nova rainha, com escolhas duvidosas e temida pelo povo, pode ser sim uma terceira e última grande reviravolta na história. Afinal quem aqui não comprou que a grande batalha da temporada seria contra o Rei da noite, mas depois foi surpreendido com Cersei sendo a vilã?

O fato é que não se trata mais de uma questão de gênero para que GOT tenha um final feliz. Sendo Jon Snow (Ou Aegon Targaryen) ou Arya Stark a heroína, o importante é que tiranos são tiranos e a trajetória de Daenerys Targaryen, A Primeira de seu Nome, Nascida da Tormenta, A Não Queimada, Mãe de Dragões, Khaleesi do Grande Mar de Grama, Quebradora de Correntes, Rainha de Mereen, Rainha dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens, Senhora dos Sete Reinos, Protetora do Reino e agora “dodói” como o papai (Ok, não resisti) é a tirania no poder e os Starks são por sua vez o que sempre foram na série, os mocinhos.

Que venha o último episódio dia 19 de maio.

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Guilherme Kos Publicitário, roteirista, saudosista, apaixonado por cultura pop e bonequinhos de filmes. Inegavelmente um dos sobrenomes mais imemoráveis da internet, é o criador dos quadrinhos Pink e o Pato.

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Aproveitando para questionar: por que não conseguimos assistir a este tipo e conteúdo sem determinar arquétipos de herói e vilão? São humanos.