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Mais Estranho que Ficção

Mais Estranho que Ficção

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Mais Estranho que a Ficção é um daqueles filmes que você vai querer guardar ver e rever nas férias, quando não tiver nada melhor no streaming ou simplesmente porque ele é bom demais.

Ou se você for como eu, vai ter ele em DVD e deixa-lo exposto na sala de casa, para assistir, inclusive, quando a internet cair.

E se você for mais como eu ainda, vai ter um aparelho de DVD em casa.

Mas se não for tanto eu assim, um Play 3 já resolve. Ou mesmo um notebook com cabo HDMI.

Ou seja, opções não faltam.

Acho até que esta sessão poderia se chamar Dica de Cinema Velho.

Dica de Cinema Velho

Não à toa que escrevo sobre este filme lançado em 2006. Lá se vão 13 anos.

Mas acontece que tem algo de especial neste filme.

Talvez por que consiga desenvolver sua história de forma sempre interessante e sensível criando um  universo que se move de acordo com suas próprias regras e mergulhando em auto-referências.

Talvez por que a sincronia e energia do elenco sejam cativantes, embora, tenhamos Queen Latifah na lista com uma personagem totalmente desnecessária.

Talvez por que Will Ferrell seja perfeito para interpretar Harold Crick, e estrela o filme mostrando, como Steve Martin, Jim Carrey e Robin Williams (eterno), que tem dons dramáticos para igualar seu talento cômico.

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Harold Crick

Mais Estranho que a Ficção

Harold Crick (Will Ferrell) é um auditor da Receita Federal cuja rotina diária é minuciosamente cronometrada por seu relógio.imagem-naftalina-pop-fime-mais-estranho-que-a-ficcao-cartaz-2

E e este mesmo relógio que acaba se cansando dessa existência e misticamente decide agitar as coisas.

Vivendo em uma vida pacata e sem grandes emoções, guiada por números e contagens mentais, tudo parece transformar-se.

Harold começa a ouvir uma voz em sua cabeça, que está descrevendo sua própria vida – não antecipadamente, mas como uma narrativa que acaba de acontecer.

Isso o faz segui em busca de explicações, em um metáfora perfeita sobre nossa busca de sentido para a vida.

Enquanto procura sua narradora real, uma coisa surpreendente acontece: Harold, auditor fiscal, vai auditar a declaração de imposto de renda de Ana Pascal, uma dona de loja de padaria magistral e tatuada (Maggie Gyllenhaal).

O amor nunca teve um papel importante em sua vida. Até então.

Sensação mais estranha que a ficção

Um filme pensativo e estimulante, Mais Estranho que a Ficção pode ser anunciado como romance, comédia e fantasia, pois é um pouco dos três.

Mais que isso, é uma fábula, um “conto moral”, em um raro momento sobre as responsabilidades que temos para com a arte.

O diretor, Marc Forster, cujo trabalho inclui o sombrio (“A Última Ceia”) e o fantástico (“Em Busca da Terra do Nunca”), aqui faz a diferença.

Ele filma em uma Chicago não identificada, muitas vezes escolhendo prédios sobressalentes e frios  e acrescenta pequenos gráficos peculiares que mostram como Harold compulsivamente conta e vê relações espaciais.

Criando uma sensação única e humana com a personagem principal.

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O Filme

O filme é uma meditação sobre a vida, arte e romance, e sobre os tipos de responsabilidade que temos.

Poderia ter aumentado sua emoção para o nível blockbuster, mas isso seria falso para a premissa, que exige que entremos na vida dessas pessoas calmas, doces e dignas.

O final é um compromisso – mas não é o compromisso do filme, pertence inteiramente aos personagens e é a sua decisão.

E isso pode fazer sorrir.

Ficha Técina

Dirigido por Marc Forster.

Com: Will Ferrell, Emma Thompson, Dustin Hoffman, Maggie Gyllenhaal, Queen Latifah, Tony Hale, Tom Hulce, Linda Hunt.

Trailer

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Totonho Lisboa Sou ator de teatro e televisão e produzo espetáculos sob encomenda. Sou parte do nicho que se interessa por muitos assuntos, mas não é expert em muita coisa. Meus momentos criativos são compostos por séries, Wood Allen, curtas metragem e trabalhos irônicos independentes. Não tenho nada contra Blockbuster.

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