Home Séries The Boys — O lógico lado negro dos Super-Heróis
The Boys — O lógico lado negro dos Super-Heróis

The Boys — O lógico lado negro dos Super-Heróis

28
0
Heróis de The Boys nem sempre são bons
Rainha Maeve e Capitão Pátria lideram os heróis da série

The Boys estreou este mês na Prime Video, o serviço de streaming da Amazon. Mesmo que a sinopse diga que “é uma visão irreverente” sobre os super-heróis, a trama passa longe de ser cômica.

Quando dei play na série tendo somente a sinopse como referência, imaginei que ela seria uma comédia estilo “The Tick”. Mas eu não poderia estar mais enganado. A série já começa com uma cena bem “gore”, e em câmera lenta. O que poderia deixar alguns chocados, mas para mim, foi surpreendentemente agradável.

Não sou nenhum psicopata, mas sempre que via filmes de heróis, ficava pensando no que a população sem poderes pensava da daquilo tudo. Também imaginava o desespero geral ao saber que um Superman estava atravessando prédios com seus inimigos. E se alguém estivesse no meio do caminho? Bem, logo na primeira cena de The Boys já tive minhas perguntas respondidas.

A série é baseada nos quadrinhos de mesmo nome, escrita por Garth Ennis e Darick Robertson. Não vou entrar nos méritos dos quadrinhos, pois não os li. Mas posso falar algumas coisas sobre a série.

Uma história humana

The Boys explora os Super-heróis de uma forma não tradicional. Aqui, nos é apresentado um mundo com pessoas superpoderosas, mas que continuam sendo humanas em seu íntimo. Isto quer dizer que podem ser gananciosas, egoístas e por vezes violentas.

Como seria o mundo se os “supers” fossem pessoas problemáticas? Alguns viciados em drogas e outros pervertidos? Como seria o mundo se o Superman tivesse o ego maior que sua força? Este tipo de resposta nos é apresentada na série.

O roteiro também nos leva a refletir qual seria o impacto político de termos seres assim em nosso mundo. Claro que ele não seria igual ao atual, e se o universo Marvel nos cinemas fosse mais realista, as empresas de seguro seriam mais ricas que a própria Stark Industries.

Sangue, sangue e mais sangue

Nem todos gostam dos heróis
Mesmo adorados por muitos, nem todos amam os heróis

Uma das coisas que mais me prendeu na série foi o nível de “Gore”. Pra quem não está habituado à expressão, Gore significa “sanguinário”, “violento”. Ou seja, muita violência explícita e até mesmo exagerada.

A série não poupa os expectadores de cenas violentas, e quando um super-herói está atacando um humano comum, bem, neste caso não sobra muito do coitado. Mas isto não serve apenas para criar cenas de impacto, de fato, se um herói capaz de levantar um tanque de guerra socar o rosto de uma pessoa comum, é lógico supor que nada restaria. E a série leva este tipo de detalhe a sério.

As cenas de luta são boas, e os poderes dos heróis bem explorados. É legal ver o Capitão Pátria (Um Superman genérico), voar e soltar raios pelos olhos. Aliás, em The Boys o personagem usa muito bem este poder.

The Boys em outras palavras…

A série traz vários questionamentos a respeito dos super-heróis. Já vimos muito de Marvel e DC, nos cinemas e em séries, mas lá os heróis são bons, e os inimigos são maus. Muito “preto e branco”.

Em The Boys os heróis são uma coisa confusa, podem ser bons, maus ou apáticos. Alguns são simplesmente humanos poderosos, e isto faz a diferença. Afinal, você também seria o mesmo se ninguém pudesse lhe ferir?

(28)

Albert Vaz Escritor e roteirista que já era nerd desde a época que isto era crime. Caráter forjado na mesa de RPG e pelas séries de gosto discutível da TV Manchete.

Deixe um comentário

Por favor Faça Login para Comentar
  Acompanhe respostas por e-mail  
Notificar