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Years and Years

Years and Years

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Years and Years não é uma série para você assistir antes de dormir.

Se você tiver o mínimo de empatia pela humanidade, não assista antes de dormir.

Seu cérebro vai rodar, seus pensamentos vão acelerar, suas pernas vão formigar e antes de achar que é um ataque cardíaco, você vai se sentar no meio do sofá da sala e tomar um chá.

E não espere encontrar monstros ou exorcismos.

Em Years and Years o terror é real.

Years and Years

Se você assina HBO GO é possível que já tenha passado por esta série no menu e não tenha dado bola.

Afinal, seu thumbnail é uma família sentada em um sofá, parecendo aquelas séries que passavam nas tardes do SBT no século XX.

Mas jamais compre um livro pela capa.

Years and Years é uma série sobre o futuro. Mas um futuro realista. Felizmente e infelizmente.

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A História de Years and Years

À medida que a sociedade muda em um ritmo cada vez maior, a família Lyons experimenta tudo o que esperamos no futuro e tudo o que tememos.

Cada episódio de Anos e Anos leva a família um ou dois anos à frente, seguindo a vida de Daniel (Russell Tovey), Stephen (Rory Kinnear) e sua esposa Celeste (T’Nia Miller), as irmãs Rosie (Ruth Madeley) e Edith ( Jessica Hynes), Gran Muriel (Anne Reid) e os filhos da família, enquanto navegam em um mundo instável pela política, a economia e os avanços tecnológicos.

O tempo incomum

É desta forma que esta história é contada.

O roteiro é assinado por Russell T. Davies, conhecido por excelência em seus trabalhos, como Queer as Folk e de showrunner, como no universo de Doctor Who.

Years and Years é seu projeto de cabeceira há pelo menos 20 anos e fionalmente trouxe a tona sua criação.

Acompanhando, claro, a re-eleição de Trump para a presidência dos EUA e o Brexit da mesma Inglaterra contada na história.

A partir desta premissa e do ano de 2019, a série reflete sobre um futuro imediato, pelo menos até 2034, quando a primeira temporada termina, após seis episódios.

Bebendo na fonte de Sinais, mostrando o macro a partir do micro universo de cada personagem, Russel brinca com a passagem de tempo para gerar ansiedade e intimidade com cada acontecimento.

Por muitas vezes utiliza da edição para avançar anos na história sem deixar de apontar seus acontecimentos no mundo, e por outras vezes nos segura por intermináveis minutos na rotina, quase, fútil da família.

Quase! Pois são estes minutos que nos prendem e seguram na série.

Futuro Realista

Politica

Abra o Google e pesquise as notícias das últimas semanas sobre política no mundo. Em seguida assista a série.

A previsão é assustadoramente real.

A guerra entre USA e China torna-se nuclear, o mundo é invadido por líderes políticos populistas, a crise dos refugiados chega a um patamar insuportável e inevitavelmente, faltaram alguns alimentos.

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Ema Thompson com o Viv Rook

Tecnologia

Hoje já é possível falar com a TV, com o carro e Alexa  já é uma realidade.

A série bebe desta realidade mas não para por aí.

É possível vê robôs empregados, bactérias produzindo comida e escaneamentos da íris fazendo diagnósticos médicos.

Além disso, é possível acompanhar a revolução tecnológica com mãos que viram celular e corpos se transformando em em hardware, como computadores com conexão com internet.

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Mãos viram telefones

Elenco

Nada seria tão intenso sem o elenco que dá vida e sustentabilidade para este drama de ficção científica.

A BBC, produtora da série, foi atrás de ótimos nomes para realizar este trabalho.

Emma Thompson está a frente do elenco interpretando a empresária Viv Rook, populista que se elege para o parlamento britânico com frases e opiniões perturbadoras (reconhece?)

Junto dela estão Anne Reid (DinnerladiesLast Tango In Halifax), Rory Kinnear (007 – Operação Skyfall007 Contra SpectreBlack Mirror), Jessica Hynes (SpacedW1A), Russell Tovey (Ser HumanoHim & Her) e T’Nia Miller (Doctor WhoWitless).

 

 

 

 

 

 

 

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Totonho Lisboa Sou ator de teatro e televisão e produzo espetáculos sob encomenda. Sou parte do nicho que se interessa por muitos assuntos, mas não é expert em muita coisa. Meus momentos criativos são compostos por séries, Wood Allen, curtas metragem e trabalhos irônicos independentes. Não tenho nada contra Blockbuster.

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